O Telegram, aplicativo de mensagens com forte integração com criptomoedas, registrou receita operacional de US$ 870 milhões no primeiro semestre de 2025, segundo informações do Financial Times divulgadas em janeiro de 2026. O valor representa crescimento de 65% em relação aos US$ 525 milhões do mesmo período de 2024.
No entanto, a empresa reportou prejuízo líquido de mais de US$ 220 milhões no mesmo período, revertendo um lucro de US$ 334 milhões no primeiro semestre do ano anterior. A principal causa da perda foi a desvalorização das reservas de Toncoin (TON) mantidas pela empresa, que perderam 69% do valor em 2025.
Dos US$ 870 milhões em receita, cerca de um terço (US$ 300 milhões) veio de “acordos de exclusividade” relacionados ao Toncoin. A empresa também informou a investidores que vendeu mais de US$ 450 milhões em TON até o momento, o que representa aproximadamente 10% da capitalização de mercado da criptomoeda, que estava em US$ 4,6 bilhões no período.
Para quem usa ou investe em criptomoedas, os números mostram a forte dependência do Telegram em relação ao ecossistema TON. Apesar do crescimento robusto da receita, a volatilidade do ativo digital impactou diretamente os resultados financeiros da empresa. Isso reforça os riscos associados a empresas que mantêm grandes reservas de criptomoedas em seus balanços.
O Telegram também enfrenta questões regulatórias, com US$ 500 milhões em títulos congelados no depositário central de valores mobiliários da Rússia devido a sanções ocidentais. A empresa esclareceu que se trata de uma emissão de 2021 e que sua última oferta de títulos em 2025 excluiu investidores russos.
A empresa mantém o objetivo de atingir US$ 2 bilhões em receita em 2025, mas o processo de IPO (oferta pública inicial) segue dependendo da resolução de investigações envolvendo o CEO Pavel Durov na França.
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