A ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, declarou apoio à integração de serviços de negociação de criptomoedas nas bolsas de valores do país durante cerimônia em Tóquio em 5 de janeiro de 2026. A declaração posiciona 2026 como o “ano digital” para o Japão e sinaliza uma mudança significativa na abordagem regulatória do país.
Katayama destacou que as bolsas regulamentadas terão papel central na expansão da adoção de criptomoedas. “Para que o público aproveite os benefícios dos ativos digitais e dos ativos do tipo blockchain, o papel das bolsas de valores e de commodities é importante”, afirmou a ministra.
Atualmente, a negociação de ativos digitais no Japão permanece amplamente separada dos mercados de capitais tradicionais. Essa separação tem sido uma característica definidora da abordagem regulatória japonesa, com criptomoedas reguladas sob a Lei de Serviços de Pagamento, não sob a legislação de valores mobiliários.
No entanto, reguladores agora consideram transferir as criptomoedas para o quadro de valores mobiliários que rege ações e títulos, refletindo melhor como esses ativos são usados e regulados. Katayama citou precedentes internacionais, destacando como produtos de investimento em criptomoedas ganharam tração nos Estados Unidos.
“Nos EUA, por meio de estruturas de ETF, eles se espalharam como meio de proteção contra a inflação, e esforços semelhantes são esperados no Japão”, disse ela, sinalizando abertura a veículos de investimento em criptomoedas mais convencionais.
As declarações ocorrem enquanto a Agência de Serviços Financeiros do Japão avança com planos de reformar a regulamentação e tributação de criptomoedas até o ano fiscal de 2026. As propostas incluem mover ganhos com criptomoedas para uma estrutura tributária mais plana e alinhar certos ativos digitais mais de perto com produtos financeiros tradicionais.
Participantes do setor há muito argumentam que tais reformas são necessárias para manter a atividade de criptomoedas dentro do país. “Como ministra das Finanças, apoiarei totalmente os esforços das bolsas no desenvolvimento de ambientes de negociação de ponta e habilitados por tecnologia”, afirmou Katayama.
Para investidores e usuários de criptomoedas no Japão, essa mudança pode significar maior acesso institucional, produtos de investimento mais diversificados e potencial redução da carga tributária sobre ganhos com criptomoedas. A integração com bolsas tradicionais também pode aumentar a legitimidade e adoção em massa.
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