A Tether anunciou nesta terça-feira, 6 de janeiro de 2026, uma nova unidade de conta para seu token de ouro digital XAUT. Chamada de Scudo, cada unidade representa um milésimo de uma onça troy de ouro, facilitando transações fracionárias com o ativo lastreado em barras físicas.
O movimento ocorre em um contexto de forte demanda institucional por metais preciosos, com o ouro registrando alta de aproximadamente 65% em 2025 e atingindo patamares acima de US$ 4.550 por onça troy. O XAUT, token da Tether lastreado em mais de 1.300 barras de ouro em custódia, possui capitalização de mercado de cerca de US$ 2,3 bilhões.
Paolo Ardoino, CEO da Tether, comparou o Scudo aos satoshis do Bitcoin, destacando que a nova unidade visa tornar o ouro mais transacionável em plataformas digitais, além de sua função tradicional como reserva de valor. “O ouro é o armazenamento de valor definitivo, ao lado do Bitcoin”, afirmou Ardoino em publicação nas redes sociais.
Para investidores e usuários de criptomoedas, a criação do Scudo representa uma oportunidade de acessar exposição ao ouro físico de forma mais granular e com custos reduzidos de custódia e armazenamento. A medida pode atrair tanto pequenos investidores quanto instituições interessadas em diversificação com ativos reais tokenizados.
O cenário atual mostra uma divergência entre o desempenho do ouro e do Bitcoin, com o metal precioso apresentando características de ativo refúgio enquanto o mercado cripto enfrenta volatilidade. A prata também registrou alta expressiva de mais de 140% em 2025, atingindo cerca de US$ 80 por onça troy.
Economistas como Peter Schiff interpretam a corrida aos metais preciosos como sinal de preocupação com pressões inflacionárias futuras, mesmo com indicadores recentes apontando moderação nos preços ao consumidor.
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